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Quer saber um pouco mais sobre o seu curso e os outros cursos do IACS? O Guia do Calouro traz um perfil de cada um.
Arquivologia
Biblioteconomia
Cinema e Audiovisual
Estudos de Mídia
Jornalismo
Produção Cultural
Publicidade
Calouro no mercado de trabalho?
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Conheça as áreas de atuação dos profissionais e saiba como anda o mercado de trabalho do seu curso
Por Paulo Júnior
Que jornalista escreve para jornais, revistas, sites e portais, que publicitário pensa em slogans ou que produtor cultural promove eventos, por exemplo, todo mundo sabe. Mesmo informações um pouco mais detalhadas sobre a área de atuação desses profissionais podem ser encontradas por meio de uma simples pesquisa no Google. No entanto, nem sempre essa é a melhor alternativa para conhecer o mercado de trabalho do seu curso: alguns “guias ou portais de profissões” apresentam informações desatualizadas ou não retratam de modo preciso as dificuldades do cotidiano de um bibliotecário ou cineasta.
Para quem deseja conhecer a atuação desses profissionais, o ideal é a tática ‘pé na rua’: gastar sola dos sapatos, ir aos locais de trabalho e conversar com pessoas já alocadas no mercado. Enquanto você não tem a oportunidade de visitar uma redação jornalística ou um estúdio de cinema, pode consultar estas indicações a seguir. É um manual sucinto, mas que pretende esclarecer alguns lugares-comuns e situar você, calouro, quanto ao que se pode ou não esperar do mercado de trabalho.
Arquivologia
O mercado de trabalho para o arquivista está em ascensão por causa da crescente produção de informação para os meios eletrônicos e a necessidade de organizá-los. As oportunidades se concentram principalmente nas grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
O arquivista atua na produção, classificação, tramitação, uso e arquivamento de documentos; arranja, descreve e gerencia o acesso a documentos permanentes com vistas a sua preservação e uso científico e cultural.
Empresas públicas e privadas podem empregar arquivistas temporariamente. Outros locais de atuação do arquivista: universidades, centros de pesquisas, cinematecas, museus, empresas de bancos de dados e serviços de consultoria.
Clique aqui para saber mais sobre o mercado de trabalho para o arquivista
Biblioteconomia e Documentação
Bibliotecária da Fundação Municipal de Educação da cidade de Niterói, Tânia de Abreu Basto está cotidianamente envolvida com processamento e localização de catálogos. Ela afirma que o mercado de trabalho do bibliotecário não se resume a livros, embora trabalhe diretamente com eles. “Um setor que tem crescido nos últimos anos é o de referenciação [organização e estruturação] de conteúdos digitais”, comenta.
Sobre áreas de atuação do bibliotecário, Tânia Basto comenta: “Empresas de grande porte contratam bibliotecários, que trabalham com indexação de títulos. Há também o ramo de restauração e conservação de obras”.
Clique aqui para saber mais sobre o mercado de trabalho para o bibliotecário.
Cinema e Audiovisual
O mercado de trabalho para quem se forma neste curso vem-se reativando e oferecendo novas oportunidades. Entre elas estão a produção de filmes institucionais. Outras alternativas são a televisão (convencional, por satélite ou a cabo) e a publicidade. O graduado em cinema pode trabalhar na área de ensino, teoria, crítica e documentação cinematográfica e em instituições de produção cultural em geral. O mercado tem-se descentralizado do eixo Rio-São Paulo para outras regiões do país, notadamente a Sul.
Clique aqui para saber mais sobre o mercado de trabalho para o cineasta
Estudos de Mídia
O bacharel em Estudos de Mídia pode atuar como analista e consultor de mídia. Ele diagnostica problemas ou limites relativos aos meios de comunicação, além de analisar o seu impacto sobre a sociedade. A primeira turma de Estudos de Mídia da UFF se formou no fim de 2008.
Um setor que irá demandar muitos profissionais é o de consultoria. Nesse caso, o bacharel atuaria em empresas de diversos segmentos, implantando planos estratégicos de comunicação para atingir o público-alvo de maneira mais eficiente. Por ser um curso novo [ministrado na UFF desde 2005], o mercado de trabalho para quem se gradua em Estudos de Mídia ainda está sendo descoberto e delineado.
Clique aqui para saber mais sobre o mercado de trabalho para o bacharel em Estudos de Mídia.
Jornalismo
Editor-chefe da revista Brasil Energia, Alexandre Gaspari afirma que o mercado para jornalistas é bastante amplo e vai muito além da grande mídia. “Além dos tradicionais e grandes jornais, revistas, rádios e TVs, há um campo imenso de veículos de pequeno e médio portes que precisam de profissionais constantemente. Existem também as assessorias de imprensa e de comunicação, sejam grandes, multiclientes, sejam assessorias das próprias empresas, sejam assesssorias menores, que batalham para divulgar clientes. E há o vastíssimo campo da internet, cujo limite é inexistente.”
O editor ainda comenta a decisão do Supremo Tribunal Federal de revogar a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão. “Isso [a extinção da obrigatoriedade do diploma] não vai afetar a grande imprensa, que vai continuar contratando jornalistas com formação. No entanto, será um problema para pequenos veículos, que precisavam ao menos de um jornalista registrado como responsável”.
Leia a entrevista completa com Alexandre Gaspari
Clique aqui para saber mais sobre o mercado de trabalho para o jornalista
Produção Cultural
A área de atuação do produtor cultural é bastante ampla. Ele se volta para a produção e a organização de eventos e produtos artísticos, lidando com todas as etapas implicadas neste processo: pesquisa, promoção, captação de recursos e difusão de evento ou produto de interesse cultural.
O produtor cultural pode atuar também na área de planejamento e gerência cultural, estabelecendo metas e estratégias para o fomento e promoção da cultura, tanto em instituições públicas como privadas. As secretarias municipais e estaduais de cultura, assim como fundações costumam oferecer vagas para montar equipes que pensam políticas culturais.
Clique aqui para saber mais sobre o mercado de trabalho para o produtor cultural
Publicidade
Agências, institutos de pesquisa, organizações e empresas privadas ou públicas, assessorias de comunicação... São vários os locais que requisitam a presença de um publicitário. O profissional formula planos práticos ou estratégicos de comunicação; pesquisa e determina a criação de produtos e serviços; desenvolve o planejamento, a veiculação e a produção de peças comerciais para as várias mídias.
O Guia do Estudante, da editora Abril, faz um alerta: a área de criação, geralmente a mais badalada entre os graduandos, é a mais concorrida justamente por ser bastante restrita. Um campo que a cada dia tem se ampliado mais é a publicidade para internet e para celulares.
Clique aqui para saber mais sobre o mercado de trabalho para o publicitário.
Entrevista com Alexandre Gaspari, editor-chefe da revista Brasil Energia
Por Paulo Júnior
Guia do Calouro - Em que áreas o jornalista pode atuar?
Alexandre Gaspari: O mercado para jornalistas é bastante amplo. Ele vai muito al
ém da grande mídia, em geral a primeira (e muitas vezes única) visão de quem entra em uma faculdade de jornalismo. Além dos tradicionais e grandes jornais, revistas, rádios e TVs, há um campo imenso de veículos de pequeno e médio portes que precisam de profissionais constantemente. Não citei também as assessorias de imprensa e de comunicação, sejam grandes, multiclientes, sejam assessorias das próprias empresas, sejam assesssorias menores, que batalham para divulgar clientes. E há o vastíssimo campo da internet, cujo limite é inexistente.No caso de revistas especializadas, por exemplo, há oito anos havia nada menos que 25 mil títulos no Brasil. Claro, há muitas revistas de lojas, de associações... coisas pequenas. Mas campo de trabalho há. Por isso temo tanto o fim da exigência de diploma.
GC - Em que a extinção do diploma vai afetar o mercado?
Alexandre Gaspari: Isso [a extinção da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão] não vai afetar a grande imprensa, que vai continuar contratando jornalistas com formação. No entanto, nesses pequenos veículos, que precisavam ao menos de um jornalista registrado como responsável, isso cai. Ou seja, vamos considerar que cerca de 25 mil pequenos veículos sequer vão precisar empregar pelo menos um jornalista formado, nem que seja apenas para "assinar" a responsabilidade sobre o veículo.
GC - Imagino que esse seja um problema especialmente para veículos afastados de grandes centros, em cidades pequenas, onde não há curso superior em jornalismo.
Alexandre Gaspari: Você lembrou bem isso. Realmente onde não há faculdades de Jornalismo existe esse problema da falta de profissionais. Mas agora, sem a exigência, referenda-se a não-necessidade de jornalistas formados. O futuro agora é uma incógnita.
GC - Muitos estudantes de jornalismo estão desanimados em continuar o curso devido à decisão do Supremo Tribunal Federal. O que você diria para eles?
Alexandre Gaspari: Não desanimar. Pensar que a faculdade agora é mais um trampolim. Vai ser necessário mais especialização do jornalista. Portanto, já comece a definir a área que pretende cobrir e encontre algo que dê um ‘tchan’ a mais no seu currículo.
GC - A faculdade continua sendo o melhor caminho para quem está decidido a ser jornalista?
Alexandre Gaspari: Claro! Bons profissionais vão continuar sendo feitos somente na faculdade. A tendência é essa, embora nem todos que saem de uma universidade sejam competentes.
GC - Quais os principais entraves/dilemas no cotidiano do jornalista?
Alexandre Gaspari: Penso que o principal entrave diz respeito à ética e aos limites da informação. E isso é muito pessoal. Eu sempre pergunto até onde se pode ou se deve ir para se conseguir uma informação. Os fins justificam os meios? Alguns acham que sim. Eu acho que não.
GC - Que dicas você daria para um estudante que deseja obter um bom estágio e futuro emprego?
Alexandre Gaspari: Disposição é a palavra de ordem. Estar disposto a aprender sempre é condição fundamental. Não se queixar de viver novas experiências, mesmo fazendo serviços “chatos”, como clipping, ou matérias bobas. É assim que se aprende. O jornalista deve estar sempre disposto a aprender, sem arrogância. Para mim, o grande problema que afeta um jornalista se chama ego. Quem consegue controlá-lo vai longe. E vai aonde quiser ir.
Arquivologia
Quem tenta Arquivologia no vestibular escolheu um curso que tem como objetivo “formar profissionais capazes de gerenciar a informação registrada em qualquer formato ou suporte, produzida em função das atividades de organizações públicas, privadas e de pessoas físicas. Capacitá-los para o planejamento, organização e coordenação de serviços e instituições arquivísticas”. São 60 vagas oferecidas todos os anos no vestibular, 30 para o primeiro semestre, 30 para o segundo. Em média, 4,7 candidatos competem por cada vaga.
Para se formar são no mínimo sete e no máximo 16 semestres de estudo. No curso de Arquivologia não há titulação de bacharelado. O formando é titulado diretamente como “arquivista”. O mercado de trabalho que o espera é o das empresas públicas e privadas, instituições arquivísticas públicas e privadas, centros de documentação e informação, universidades, centros de pesquisas, cinematecas, museus, bancos de dados, serviços de consultoria arquivística. De acordo com números do 1º semestre de 2009, o curso possui um total de 329 alunos inscritos. Destes, 286 estão ativos – inscritos em disciplinas e realmente estudando -, e 43 estão em trancamento automático – tiveram a matrícula trancada devido à não inscrição em disciplinas.
Para saber mais: Blog dos Alunos e Jornal On Line do Curso
Coordenadora: Profª. Gláucia da Rocha Figueiredo, graduada em Arquivologia pela UFF.
Horário de atendimento da coordenação: segunda a sexta, das 9h às 18h
Telefones: 2629-9752 ou 2629-9753
Departamento de Ciência da Informação (GCI)
Chefe: Profª. Drª. Márcia Heloisa Tavares de F. Lima
Telefones: 2629-9758 / 2629-9759