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Mudança já não causa polêmica entre alunos

Por Laura Honorato

Apesar de o tema ser antigo, muito ainda se discute sobre a transferência do Instituto de Arte e Comunicação Social para o campus do Gragoatá. Entretanto, a mudança parece já não causar tanta polêmica entre os alunos.

Fábio Dias, estudante do 4º período de Jornalismo, acredita que a ida para o Gragoatá é uma forma de integrar o curso de Comunicação a outras graduações. “Muitos alunos deixam de estudar em outro campus por causa do deslocamento. Com a transferência ficará mais fácil cursar outras disciplinas sem atrapalhar o horário das aulas seguintes”.

Tatiana Borges também compartilha a idéia de que o deslocamento para outro campus é ruim. “O IACS é isolado, as ruas são mal iluminadas e desertas. Com a transferência teremos mais segurança e menos assaltos”, diz a aluna que cursa o 4º período de Publicidade.

Já a estudante do 5º período de Estudos de Mídia, Vanessa Moraes, afirma que há uma grande expectativa para a mudança. “Já passou o sentimento de saudosismo. A necessidade por uma infra-estrutura melhor que nos possibilite ampliar nosso desempenho acadêmico é muito maior”.

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IACS será construído em módulos

Por Laura Honorato

O novo campus do IACS promete nem de longe lembrar os problemas estruturais e as precárias instalações do atual casarão. De acordo a diretora do Instituto de Arte e Comunicação Social, Mara Rodrigues, a proposta é construir a nova sede atrás da Biblioteca Central do Gragoatá com uma arquitetura bem diferente, abrangendo tanto IACS I quanto o IACS II (Laboratório de Livre Criação).

“Serão inicialmente nove módulos interligados como uma colméia. Haverá mais espaço, jardins internos, novos laboratórios e uma área de convivência para os alunos. Os cursos de pós-graduação também passarão a ser ministrados no local.”

De acordo com o reitor, Roberto Salles, a construção que era prevista há 40 anos, pode chegar a 15 módulos. Para Salles, a mudança só apresenta aspectos favoráveis. “É uma oportunidade de estar em contato e trocar idéias com outros cursos. Sem contar a vista maravilhosa para a baía de Guanabara”, lembra.

Mara Rodrigues também acredita que a concentração de todos os cursos e disciplinas no campus do Gragoatá vai proporcionar melhorias aos alunos. “Compreendo que há um certo saudosismo. Mas, com a convivência no novo espaço, os alunos verão as vantagens de um prédio construído especialmente para eles e não adapatado como é atualmente o IACS”.

Burocracia atrasa início das obras do novo prédio do IACS

Por Laura Honorato

Com a adesão ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) em 2007, a UFF estabeleceu como uma de suas prioridades a construção de um novo prédio para o Instituto de Arte e Comunicação Social. Porém, as amarras legais estão impedindo o início das obras do novo prédio do IACS no campus do Gragoatá, previstas para o primeiro semestre de 2009.

Para o reitor Roberto Salles, as leis que burocratizam o processo de licitação das obras é o principal motivo para o atraso. Salles explica que, antes de estruturar a nova sede, um longo caminho precisa ser percorrido.

“Produzimos o edital e temos que cumprir os prazos desde a publicação. Com a abertura dos envelopes, as empresas podem recorrer à assinatura do contrato. A partir daí, há uma nova data para a entrega dos projetos. Somente meses depois o plano escolhido é licitado, tornando possível construir”, afirma Salles.

De acordo com o reitor, a universidade está buscando junto ao governo federal meios para agilizar os processos de licitação. “Estamos lutando em Brasília para receber um tratamento especial e diminuir os prazos”, explica ele.

A diretora do IACS, Mara Rodrigues, acredita que, mesmo com todas as amarras legais, a construção dos novos prédios deve ter início até o final deste ano. “Não é possível dar uma previsão exata, mas esperamos que até dezembro as obras estejam em ritmo acelerado”.

O prazo previsto para a entrega do instituto é 2012. Entretanto, devido ao atraso no cronograma, Mara Rodrigues acredita que a inauguração pode acontecer somente em 2013. Já o reitor afirma que as obras serão entregues na data prevista: “Tenho um cronograma e estou determinado a cumprir os prazos”, diz Roberto Salles.


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E se eu quiser...?

Conheça como funcionam os processos de trancamento, mudança de curso, reingresso, transferência, permanência de vínculo e cancelamento de matrícula

Por Liliane Prohmann


Aliviado por ter terminado o colégio? Feliz por ter passado no vestibular? Entusiasmado por ter ingressado em uma faculdade federal? Ansioso para o início dessa nova caminhada? Não fique assim: seus problemas começaram! Lamentamos informar que existe certa burocracia caso você queira trancar sua matrícula ou mudar de curso, por exemplo.

Mas calma, o Guia do Calouro está aqui para te manter informado sobre tudo o que pode acontecer nessa jornada inesquecível, em que os trâmites burocráticos se misturam com a habitual alegria universitária. Nem todo mundo acerta na escolha da profissão e isso pode virar um problema se você nem ao menos passar no vestibular. Por isso, aproveite os benefícios de já ser um aluno uffiano e saiba que alternativas tomar se o seu curso não for tudo aquilo que se imaginava.

Mudança de curso e reingresso

A Universidade Federal Fluminense, por meio da COSEAC/PROAC, realiza concursos anuais para mudança de curso. Pode se inscrever para fazer a prova, realizada no mês de julho, o aluno que estiver inscrito em um curso de graduação da Universidade e que pretende finalizar seus estudos em um curso diferente. Para isso, é necessário o aproveitamento mínimo de vinte créditos do primeiro curso. Entretanto, cabe colocar que as vagas disponíveis ocorrem devido ao abandono, transferência ou mesmo mudança de curso, o que quer dizer que o edital, divulgado em abril/maio, é que vai apontar a existência de vagas e, portanto, se é possível fazer a prova para o curso que se deseja. Para os confusos de plantão, atentem para o fato de que a mudança de curso só pode ser feita uma única vez.

Há quem goste tanto da UFF que queira alongar sua estadia. Para essas pessoas existe a possibilidade de reingresso, que implica permitir ao aluno, com um diploma de curso superior na mão, adquirir outro dentro da própria Universidade. A avaliação também é feita através de concurso público e depende da existência de vagas para ser realizado. O edital e a prova costumam sair na mesma época em que saem os de mudança de curso.

Transferência e permanência de vínculo

E o que fazer se você precisar ou quiser mudar de universidade, mas ainda assim continuar no mesmo curso? À UFF cabe informar sobre os procedimentos dos que vêm de outra instituição. Assim, existem três modalidades de transferência: a facultativa, que parte da espontânea vontade do aluno e consta da realização de um concurso, em que haverá prova de redação e conteúdo específico; a interinstitucional, que acontece em razão da mudança de domicílio do universitário para o município onde a UFF se localiza ou para qualquer outro onde não exista Instituição de Ensino Superior pública; e, por último, a obrigatória, que implica na transferência baseada na legislação federal de Servidor Público Federal ou membro das Forças Armadas, e pode acontecer em qualquer época do ano letivo, independente de existência de vagas. O processo de transferência segue os padrões da mudança de curso e do reingresso.

O aluno de Comunicação Social da UFF tem entre três e seis anos para concluir o curso, ou seja, de seis a 12 semestres [consulte Jornalismo e Publicidade]. Esse é o tempo de permanência permitido, mas pode ser prorrogado desde que dois semestres antes do fim do prazo o estudante apresente motivos coerentes, aceitos pelo Colegiado do curso. Ainda assim, o prazo para término do curso só pode ser estendido para mais três anos.

Trancamento e cancelamento de matrícula

Depois de tantas explanações sobre como se manter na universidade, talvez você esteja se perguntando se há alguma forma de descansar durante um tempo - maior do que as férias. Sim, esse tempo existe e é legal. O trancamento de matrícula pode ser solicitado por todos os alunos, exceto por aqueles que tenham recém-ingressado – estejam no primeiro período – na faculdade, seja por meio de vestibular, transferência, mudança de curso, reingresso ou permanência de vínculo. O aluno pode se manter trancado por até quatro períodos, consecutivos ou não, e o trancamento é automático a partir do momento em que o estudante não faz a inscrição em disciplinas. Apesar disso, o Regulamento dos Cursos de Graduação permite que este prazo seja prorrogado por mais dois períodos, por motivo de força maior devidamente comprovado.

O estudante que vai de intercâmbio, por exemplo, não precisa se preocupar. Basta arrumar as malas e se mandar. E não se esquecer de voltar para fazer a matrícula. Ultrapassar o limite de trancamento implica abandono de curso: o aluno tem sua matrícula cancelada. Aliás, o cancelamento de matrícula acontece por várias razões, dentre elas motivos disciplinares, que podem fazer com que o estudante perca sua vaga na universidade. Repetir quatro vezes, consecutivas ou não, a mesma disciplina faz com que o aluno seja jubilado, por exemplo.