Mostrando postagens com marcador bolsas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bolsas. Mostrar todas as postagens

Na hora de buscar experiência, saiba as oportunidades que a UFF oferece

Por André Ramalho

Ter a primeira experiência profissional e ganhar os primeiros trocados dentro da carreira escolhida é uma ansiedade comum entre os calouros. No primeiro período as chances são nulas, mas paciência, basta esperar só um pouquinho. Já no segundo semestre, o aluno pode se candidatar às bolsas de Monitoria, Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e Projetos de Extensão. Perdido nessa sopa de letras? Calma, o Guia do Calouro vai explicar para você as diferenças, objetivos e informações úteis sobre cada uma das atividades. E traz também a opinião de veteranos experientes no assunto.
Embora todas sejam bolsas, as três atividades são bem diferentes. A monitoria, por exemplo, tem como objetivo inserir o aluno na iniciação à docência em nível superior. O projeto de extensão, por sua vez, é um vinculo da universidade com a sociedade e tem como finalidade formar profissionais cidadãos. Já o PIBIC, ou iniciação científica, visa despertar a vocação científica no graduando. A bolsa-salário das três atividades tem o mesmo valor (R$ 350,00) e todos os bolsistas devem apresentar, ao fim de seu contrato, um relatório das atividades desempenhadas.

Confira abaixo a ficha completa sobre cada uma das bolsas:

Monitoria:
Objetivo: iniciação à docência em nível superior
Atuação: apoio aos estudantes da(s) disciplina(s) ministradas pelo professor orientador; projetos de monitoria; apresentação de relatório das suas atividades na Semana de Monitoria, durante a Agenda Acadêmica da UFF, realizada em outubro .
Processo seletivo: concurso, sob avaliação do professor coordenador e mais dois professores convidados.
Pré-requisitos: nota maior que 6,0 na disciplina do projeto
Contrato: de abril até dezembro, com bolsa de R$ 350.
Vagas para o IACS: 39 (Dados de 2009)
Departamento de Arte (GAT) = 0
Departamento de Ciência da Informação (GCI) = 6
Departamento de Comunicação Social (GCO) = 14
Departamento de Cinema e Vídeo (GCV) = 12
Departamento de Estudos Culturais e Mídia (GEC) = 7
Órgão responsável: Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos (Proac)

Projeto de extensão:

Objetivo:
interligar a universidade nas suas atividades de ensino e pesquisas com as demandas da sociedade, possibilitando a formação do profissional cidadão.
Atuação: varia de acordo com o projeto. No geral, a atuação consiste em dar suporte e organizar o projeto, com a elaboração do cronograma das atividades e gerenciamento das tarefas; apresentação de relatório das suas atividades na Semana Acadêmica da UFF, que acontece em outubro.
Processo Seletivo: fica à critério do professor. Pode ser via concurso ou por indicação do próprio coordenador, por exemplo.
Pré-requisitos: matrícula ativa e já ter estudado as disciplinas que são pré-requisitos, e que ficam a cargo dos professores-coordenadores.
Contrato: de abril até dezembro, com bolsa de R$ 350.
Setor responsável: Pró-Reitoria de Extensão (Proex)

Iniciação Científica (PIBIC):

Objetivo:
estimular o envolvimento de estudantes de graduação em projetos de pesquisa; introduzi-los no domínio da metodologia científica, qualificando quadros para os programas de pós-graduação e aprimorando o processo de formação de profissionais.
Atuação: participação em projeto de pesquisa, orientado por professor pesquisador; apresentação de trabalho, contendo os resultados da pesquisa, no Seminário Anual de Iniciação Científica da UFF
Processo seletivo: indicação do professor, submetida a avaliação do Comitê Assessor de Pesquisa, composto por docentes da UFF.
Pré-requisitos: após indicação do professor, ter cadastrado o Curriculum Vitae na Plataforma LATTES do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Contrato: de um ano, com início em 1º de agosto e término em 31 de julho, podendo ser renovada anualmente, mediante resultado da avaliação institucional.
Setor responsável: Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi)
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC)

Leia também:

Papo de veterano: o que eles pensam sobre as bolsas acadêmicas?

Papo de veterano: o que eles pensam sobre as bolsas acadêmicas?

O Guia do Calouro entrevistou a veterana de Jornalismo, Carina Andion, e o veterano de Publicidade, Rafael Duncan, para saber o que os ex-bolsistas têm a falar sobre suas experiências como bolsistas.

Carina Andion é estudante do 8º período de Jornalismo. Durante os três anos e meio de faculdade, foi monitora da disciplina Introdução ao Radiojornalismo e bolsista de extensão do projeto Universidade no Ar, ambos ministrados pela Profª Ana Baumworcel, ou Ana Baum, como é mais conhecida.
Rafael Duncan é estudante do 6º período de Publicidade. Entre abril de 2008 e janeiro de 2009, período em que cursou os 3º e 4º períodos, foi bolsista de extensão no Núcleo de Comunicação Social (NUCS) da UFF, supervisionado pela assessora de Comunicação Social e Eventos da Editora da Universidade Federal Fluminense (Eduff), Ana Paula Campos.

A seguir, eles contam suas experiências:

Guia do Calouro: Carina, como ex-bolsista de monitoria e projeto de extensão, em qual atividade a exigência foi maior?

Carina Andion: A monitoria exige mais dedicação e tempo, porque o bolsista tem que acompanhar as aulas e ser o 'professor' em algumas horas. Na extensão, temos um pouco mais de 'flexibilidade' quanto ao local e horário das atividades, porque são trabalhos mais independentes. Teoricamente, todos os alunos das atividades de extensão já têm uma base teórica de disciplinas anteriores, e agora partem para a aplicação prática. Entretanto, a exigência quanto à execução do projeto é maior, pois a atividade pode vir a ser veiculada fora. (No projeto Universidade no Ar, coordenado pela professora Ana Baum, o trabalho final é transmitido na Rádio CBN).

GC: E o que motivou vocês a se candidatarem às bolsas?

Carina Andion:
Na bolsa de extensão, poderia aplicar na prática o conhecimento já adquirido. Além disso, teria a responsabilidade de trazer para o professor o material desenvolvido ao longo do semestre, pois quem 'toma conta' e cobra os prazos dos grupos são os bolsistas. Com a monitoria, poderia trocar experiências com os alunos e atuar um pouco como 'editora' na hora de ajudá-los a finalizar os trabalhos.

Rafael Duncan: Eu queria muito estagiar no 3º período. Alguns colegas de turma já estavam estagiando e eu estava começando a me sentir para trás

GC: E o 3º período é um bom momento para correr atrás de bolsas?

Rafael Duncan: De modo geral, os coordenadores preferem alunos que estejam no 3° ou 4° período. Os que estão abaixo disso são considerados inexperientes e os que estão acima são considerados experientes demais. Ou seja, são alunos que já procuram estágios maiores e mais bem remunerados. Se, por ventura, fossem contratados, a dedicação ao projeto tende a ser menor.

GC: E que aprendizados vocês tiraram das experiências?

Carina Andion:
Aprendi que com mais prática na área, conseguimos desenvolver projetos e trabalhos melhores; ficamos mais dinâmicos para lidar com perfis de alunos muito diferentes e ideias diversas; a nossa experiência anterior ajuda os novos alunos; e a avaliação final feita pela banca durante a Semana Acadêmica nos faz selecionar melhor nossos argumentos para mostrar a importância dessas disciplinas para a faculdade.

Rafael Duncan: O projeto na UFF, embora fosse pequeno e não tivesse uma remuneração tão boa, me ensinou bastante coisa. Aprendi como atuar no ambiente de uma micro empresa, como lidar com colegas de trabalho e superiores. Como trabalhava numa editora, aprendi também a lidar com materiais gráficos, tais como tipos de papel, uso das cores, design das peças, acompanhamento do processo na gráfica, dentre outros. A experiência foi super válida.