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Você sabe o que são diretórios acadêmicos?

Por Ernesto Neves

Agora que você é aluno do Instituto de Artes e Comunicação e Social da UFF, o IACS, vai começar a ouvir algumas siglas novas. DA, Daco, DCE…
Mas, o que elas querem dizer? Os diretórios acadêmicos, ou DAs, são entidades que representam os interesses do estudante de cada curso universitário. Eles servem como porta-vozes dos alunos junto a outras instâncias da universidade e exercem, na faculdade, função parecida com os grêmios colegiais, só que com mais independência.

O IACS conta com cinco DAs, que lutam por melhorias no nosso campus e pelas reestruturações dentro de seus respectivos cursos. São eles: o Diretório Acadêmico de Comunicação (Daco), que engloba os cursos de Jornalismo, Publicidade e Cinema; o Diretório Acadêmico de Estudos de Mídia (DA-Mídia); o Diretório Acadêmico de Produção Cultural (DA-Pro-cult); o Centro Acadêmico de Biblioteconomia e o Diretório Acadêmico de Arquivologia. Os DAs, por sua vez, compõe uma organização maior, o Diretório Central dos Estudantes (DCE). No DCE, organizam-se fóruns, que servem como espaço para o intercâmbio de ideias entre os cursos.

Reaproximação dos estudantes

“Queremos realizar reuniões quinzenais do Daco abertas a todos os alunos”, anuncia Júlia Bertolini, aluna do 3° período de Jornalismo, representante do DA e membro do DCE. A ideia é reaproximar o movimento dos estudantes, para que se sintam representados. Os membros do diretório também representam os alunos em reuniões de departamento, onde os professores discutem regras e propostas que interferem na vida do universitário. “Trazemos para os estudantes os debates que são feitos nessas reuniões, em relação às regras para monografia, disciplinas eletivas e optativas, por exemplo”, diz Júlia.

Já a estudante Mariana Reis, aluna do curso de Jornalismo e também membro do Daco, destaca a importância de se ter um diretório atuante junto aos professores. “Essas reuniões de departamento são situações em que assuntos importantes são decididos, mas não há condição de todos os alunos frequentarem. Então, sempre que possível, tem alguém do DA lá”, afirma. Mariana revela que, ao longo dos anos, o Daco tornou-se referência nacional. “Somos muito ativos em encontros como Enecos (Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação), por participar de atos, boicotes de forma expressiva, e de ter alunos conscientes.”
Mas, se você ainda acha que essas decisões estão muito distantes do dia-a-dia, Júlia Bertolini parte para um exemplo ainda mais próximo de sua futura rotina. “Estamos pensando num mecanismo que garanta uma xerox mais barata no IACS - atualmente paga-se 13 centavos por cópia, na Geografia custa 7 centavos!”, conta.
Os primeiros períodos na faculdade são ideais para quem se interessa pelo assunto. No início da vida universitária, o aluno pode se envolver com as questões de seu curso, já que é cedo para entrar na corrida do mercado de trabalho. “Acho de suma importância a participação dos calouros, pois acabaram de entrar na faculdade e ainda não tem tantos compromissos”, conclui Mariana Reis. A entrada de novos membros contribui para uma renovação constante de ideias, melhorando o debate.
A eleição dessas representações depende do estatuto de cada diretório. Primeiro, escolhe-se uma comissão eleitoral em assembléias. Essa comissão, junto à atual gestão, fecha um calendário que inclui um período para inscrição de chapa, campanha e votação - normalmente de três dias. A chapa vencedora atuará por 12 meses. A próxima eleição dos diretórios do IACS ocorrerá no segundo semestre de 2009, no mês de outubro.

Canal de comunicação

Atualmente, o DAs do IACS estão preocupados em criar um canal de comunicação com quem entra na faculdade. Entre as medidas tomadas, estão oficinas na semana acalorada e espaço para a apresentação do DA aos novos universitários. “A atuação junto aos calouros do primeiro semestre de 2009 já ajudou a agregar novas pessoas ao DA, que inclusive estão compondo chapa para a eleição”, diz Mariana Reis.
Para o segundo semestre deste ano, são muitas as ideias :
- Organizar junto com os outros DAs do IACS a festa Calourada do 2º semestre de 2009;
- Garantir a participação nos encontros da Enecos;
- Criar um jornal para os Diretórios do IACS se expressarem;
- Realizar uma Semana de Comunicação;
- Promover exibições quinzenais de filmes no campus; entre outras.

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Programação da Semana Acalourada 2009/2

Por Lorena Piñeiro

Apesar das dificuldades, os veteranos continuam mantendo a tradição da Semana Acalourada, sempre correndo atrás de atividades interessantes. A Comissão de Trote para o segundo semestre de 2009 já levantou ideias e sugestões. O grupo já combinou diversas atividades. Os cinco dias de trotes foram divididos em temas, como “Infância”, “Praia” e “Solidariedade”. Os calouros terão que arrecadar alimentos, mas também poderão se divertir com as brincadeiras de torta na cara, quiz sobre desenhos, twister e cia. Além disso, a comissão planeja organizar oficinas de pinhole, rádio e jornal laboratório e abater R$30,00 da cota dos calouros que doarem sangue. Clique na imagem ao lado ae confira a programação da Semana Acalourada 2009/2 de Comunicação.

Veja cenas da Semana Acalourada de Comunicação do primeiro semestre de 2007:



A Semana Acalourada tem o aval da UFF e o apoio dos veteranos, que, obviamente, já foram calouros um dia! Rafael Duncan diz que quando entrou na faculdade esperava algo exaustivo, degradante. “Fiquei aliviado! Gostei e recomendo a participação. Pelo menos no meu trote, apesar de andarmos muito e ficarmos exaustos de tanto tentar pegar dinheiro nas ruas, foi uma boa oportunidade para conhecer meus colegas de turma”. André Chapetta concorda e completa: “Acho que o objetivo da Semana Acalourada é criar uma interação positiva entre calouro e veterano, atendendo às expectativas de ambos da melhor maneira possível. Receber bem os calouros e criar com eles uma relação de confiança, afinal são pessoas que estão chegando de um ambiente com uma mentalidade muito diferente e que vão passar mais quatro anos dividindo um espaço comum com os demais estudantes do campus”.



Ações diferenciadas para integrar e divertir novos alunos

Por Lorena Piñeiro

Cabelos raspados, situações humilhantes e perguntas constrangedoras. Após enfrentar o temido vestibular, um novo pesadelo surge: o trote. O que não deveria passar de uma “alegre interação” já terminou em alunos traumatizados, processos judiciais e tragédias. Histórias variadas povoam o imaginário dos calouros e dificultam o processo de transição para a faculdade. Resumindo, o trote acaba surtindo o efeito contrário!

E a grande pergunta seria: precisa ser assim? Iniciativas variadas na Universidade Federal Fluminense provam que não e ainda sugerem alternativas aos trotes tradicionais, mostrando que não é preciso recorrer à violência e ao terror psicológico para divertir e, principalmente, integrar.


Acolhimento Estudantil, Trote Cultural e Semana Acalourada

O Programa de Acolhimento Estudantil foi implantado em 2007 pela Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos. O PAE tem como objetivo recepcionar os calouros e apresentá-los à universidade através de gincanas culturais e divulgação dos diversos projetos desenvolvidos na UFF. O evento acontece no Campus do Gragoatá e engloba todos os cursos de graduação.

Além do PAE, a UFF também procura incentivar a realização de trotes alternativos com o Projeto Trote Cultural. Criado em 2001, o programa busca integrar calouros e veteranos através da realização de atividades sócio-culturais e do voluntariado. Os calouros já participaram de campanhas de educação e preservação ambiental, coleta de roupas, alimentos e livros e doação de sangue. Mas onde fica o IACS nessa história toda? Na verdade, o nosso campus dá uma aula de criatividade no quesito trote, com a elogiada “Semana Acalourada”.

A recepção dos veterenos para quem chega

Já são tradicionais as gincanas, oficinas e debates promovidos pelos veteranos do Instituto de Arte e Comunicação Social. A Semana Acalourada surgiu como uma iniciativa do Diretório Acadêmico de Comunicação (Daco) para promover a confraternização dos alunos por meio de diversas atividades. A aluna Mariana Jardim Reis, membro do Daco e aluna do 3° período de Jornalismo, conta que procurou organizar uma programação diversificada esse ano. “Sei que só brincadeira não acrescenta, então procuramos criar algo equilibrado para atender o objetivo maior que é integrar o calouro”, conta.

Mariana participou da Comissão de Trote do semestre 2009.1 e listou as atividades pensadas pelo grupo. “Fizemos as brincadeiras de sempre para descontrair, as apresentações, um café da manhã com os calouros para falar sobre o DA e as demais organizações, além de oficinas de fotografia, texto e teatro”. As oficinas são uma forma de iniciar os alunos na comunicação e foram ministradas pelos próprios veteranos: Dilliany Justino, Filipe Cabral, Érika Vetorazzo, do 6° período, e Robson Sales, do 3°.

O aluno Rafael Duncan, do 5° período de Publicidade, participou da Comissão de Trote do ano de 2008 e também falou de sua experiência como calouro, em 2007. “No dia da inscrição, alguns veteranos nos receberam e tiraram algumas dúvidas nossas sobre o curso. Na semana do trote em si, houve pintura e uma gincana visando o entrosamento. Depois, fomos para as ruas arrecadar dinheiro”. Quando questionado sobre as oficinas, Rafael contou que não assistiu nenhuma pela falta de incentivo dos veteranos e que sua turma procurou sanar esse problema quando organizou o trote.

Também de Publicidade, André Chapetta, do 8° período, confirma que existe um conflito de interesses entre as propostas de atividades. “Inicialmente, o trote é aplicado para o recolhimento do dinheiro necessário para realizar a choppada, mas também existem as oficinas que representam um primeiro contato dos calouros com os veteranos numa atividade prática. Não digo que há um equilíbrio, e nem sei se isso é possível”. André acredita que o ideal seja realizar as oficinas na parte da manhã e o trote à tarde, mas reconhece que tudo dependeria da disponibilidade dos calouros.

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